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Amores Errados - Por Que Insistir Neles?

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  • 04 de out de 2016
  • Sheila Almeida
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O amor é uma força natural que protege a vida e une os seres vivos. A união amorosa é o mais forte vínculo entre as pessoas. É o que torna significativas as mais simples vivências cotidianas. O vínculo amoroso leva à proteção da vida e à formação do casal, da família e dos grupos. Leva também à ligação com a humanidade, com os seres vivos, com a natureza, com o universo. O ser humano é um ser social e a necessidade de sentir-se pertencente a algo é sempre muito importante.

O amor necessita do equilíbrio entre o dar e o receber. Muitas vezes nos queixamos e dizemos que amamos e não somos correspondidos, quando na realidade se trata da frustração do desejo de ser amado, principalmente quando ainda não aprendemos a amar a nós mesmos.

O vínculo amoroso necessita do equilíbrio entre o dar e o receber. Se não nos amamos, o que temos para dar em troca do que recebemos? Quando a busca é de ser amado, a crença da pessoa pode ser traduzida por: “Eu necessito de amor como quando era criança”. No desenvolvimento da personalidade a força amorosa passará pelas fases do amor infantil, do amor adolescente, do amor adulto e do amor maduro, evoluindo junto com a personalidade. Nascemos necessitando de amor e assim passamos muitos anos de nossa vida. Com o desenvolvimento, aprendemos ou deveríamos aprender a amar a nós mesmos. A criança necessita de amor, reconhecimento e afirmação para se dar o direito de se amar. Necessita dos pais como a fonte primária de amor.

O amor, o reconhecimento e a afirmação do seu “eu” fornecem ao indivíduo o alicerce para se amar e ter gratidão pelo que recebe. O amor na relação íntima do casal é fundamental para que os pais possam suprir a necessidade infantil de amor, reconhecimento e afirmação dos filhos. Uma pessoa pode ficar apegada à forma infantil de amar, o que poderá ser evidenciado pela crença que a acompanhará quando se tornar adulta: “Eu necessito de amor, o mundo me deve, alguém tem que me dar”. Passará a culpar as pessoas por suas carências e a exigir seu amor. A carência amorosa adulta não se resolve recebendo mais amor, e sim reconhecendo e valorizando o amor em si mesmo e por si mesmo.

Um amor errado pode ser uma doença que causa dependência como se fosse uma droga, só que nesse caso, a droga não é um produto químico ou álcool, é o parceiro ou parceira e atinge com mais frequência as mulheres, mas os homens também podem sofrer desse mal. Para saber se alguém tem um amor errado é só analisar o relacionamento, porque chega a um ponto que o amor fica obcecado e a pessoa deixa a sua vida para viver a do outro ou não permite que o parceiro tenha vida própria.

Quando a pessoa deixa os amigos, o parceiro passa a ocupar mais espaço do que a família, o trabalho e outros afazeres, ou o medo da relação acabar é incontrolável e se começa a seguir e vigiar o outro, é certo que o amor deixou de ser algo saudável e se transformou num vício. Pesquisas mostram que as áreas do cérebro que são ativadas quando se está interessado por alguém são as mesmas da obsessão. É uma sensação química e quando o amor passa a ser doentio, a pessoa tem crises se está longe ou sem o parceiro, tem sentimentos de culpa. É como se fosse uma droga que não se pode ficar sem.

É difícil perceber que o limite saudável de uma relação está sendo ultrapassado devido a uma questão cultural de que em um relacionamento amoroso, principalmente no início, é normal amar exageradamente, demonstrar que ama e fazer uma série de coisas pelo outro. É como o consumo de álcool que é uma droga aceitável e consumida socialmente. No começo a pessoa bebe e não percebe nada porque está dentro do normal, com o passar do tempo sua vida começa a girar em torno disso e ela não percebe que está passando do limite.

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