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Como as emoções se manifestam?

  • 13 de Fev de 2020
  • Sheila Almeida
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A Psicologia das Emoções é o ramo que busca entender como as emoções acontecem, considerando os fatores internos e provocações externas. Por meio de pesquisas científicas, a Psicologia das Emoções quer saber como elas interferem no comportamento humano.

Para essa ciência, a emoção é um estado mental e fisiológico que está ligado a uma variedade de sentimentos, pensamentos e maneiras de agir. Por exemplo, uma emoção se manifesta de maneira subjetiva por meio dos afetos. Ela também pode se expressar pelas vias fisiológicas, que são o suor excessivo, as pupilas dilatadas e o batimento cardíaco acelerado.

Ainda, a emoção traz modificações comportamentais. É o caso da mudança de voz, na postura e nos movimentos. Sem falar das expressões faciais. Todas essas manifestações são objetos de pesquisa para a Psicologia das Emoções.

São muitas as teorias que tentam explicar as emoções. Alguns especialistas as consideram fruto de fatores culturais, outros de momentos afetivos e ainda há aqueles que pensam que emoções são processos simplesmente cognitivos. Por exemplo, existem estudos que demonstram que a emoção advém de uma sensação momentânea. Ou seja, circunstâncias de cunho afetivo modificam o comportamento psicofisiológico do sujeito e provoca determinada emoção.

Outros estudos indicam que a emoção é uma resposta neurológica. Isto é, ela é produto do sistema nervoso que reage a um estímulo específico. Para o mestre da evolução das espécies, Charles Darwin, as emoções, principalmente aquelas que advêm das expressões faciais, são inatas. Quer dizer que já nascemos sabendo exprimi-las, como ele mesmo constatou em suas observações em primatas e pessoas que nasceram cegas que sabem expressar emoções naturalmente.

As emoções não variam muito nas diferentes culturas. O que ocorre é uma mudança na transformação facial para representar cada uma. Sendo assim, as emoções mais frequentes são a raiva, a alegria, a tristeza, o nojo, o medo e a surpresa. Mas, essas emoções não são as únicas. Elas podem dar origem a outras, misturando-se entre si. Por exemplo, a decepção é produto da união da tristeza com a surpresa.

É interessante perceber que as emoções podem surgir em contextos teoricamente inapropriados. É o caso da pessoa ter um ataque de pânico em um ambiente aparentemente acolhedor e tranquilo. Situações como esta demonstram um descontrole no mecanismo das emoções e suas relações com o meio externo.

É importante sempre sentir que há um equilíbrio entre as emoções mais comuns. Caso uma pessoa esteja sofrendo com emoções muito intensas ou queira desenvolver maior controle das emoções e inteligência emocional, é interessante procurar por uma orientação psicológica e entender como funciona o trabalho de um psicoterapeuta.

Para conhecer algo é preciso adquirir informações a respeito daquilo e, também, observar o seu funcionamento. Quando se trata de autoconhecimento acontece da mesma maneira, e é importante que volte a sua atenção para si, para que identifique seus sentimentos e emoções e as ações que eles geram. Esse passo é necessário tanto para gerenciar as emoções, quanto para desenvolver a autoconfiança e o autocontrole.

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