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Como Vencer a Insegurança?

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  • 23 de nov de 2016
  • Sheila Almeida
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Pode-se perceber insegurança em algumas situações, por exemplo, uma pessoa se sentir incapaz de realizar uma tarefa mesmo tendo todo o conhecimento necessário para tal. Muitas vezes a pessoa se sente insegura porque não sabe “que sabe”, nunca se deu a oportunidade de testar sua própria capacidade, ou por existir uma crença de que não consegue. Outro exemplo seria a insegurança que aparece quando a pessoa não consegue ter iniciativa diante de atividades as quais gostaria muito de participar, por exemplo, ir numa festa, puxar conversa com alguém interessante, ir ao clube, ir à ginástica.

O que está por trás da insegurança pode ser um medo, por exemplo, medo de ser rejeitado, medo de que as coisas não deem certo, medo de ficar só, medo de ficar pobre, de ficar desempregado. Muitas vezes aparece o medo de não saber reagir caso outra pessoa seja agressiva. Quantas vezes alguém fica quietinho por medo do que o outro pode fazer? Outras vezes bate insegurança quando a pessoa não se sente bem para dar sua opinião, de dizer o que pensa, é o medo de se afirmar, de ser você mesmo. Percebe-se que uma pessoa pode ser insegura quando adia interminavelmente as coisas, “depois eu faço”, e não faz nunca. Adia uma conversa, adia uma compra, adia uma atitude, adia um curso, etc.

Insegurança é um sentimento de falta de garantia ou informações seguras sobre determinado tema. Incerteza quanto a resultados ou previsão negativa de resultados. Por exemplo uma pessoa insegura em seu relacionamento não acredita ter garantias de que esta relação está sendo a melhor possível dentro de suas expectativas. Alguns dizem que não existe segurança de 100% em qualquer aspecto da vida, que a incerteza faz parte da vida e que seria uma ótima lição de vida desenvolver-se habilidades em lidar com estas incertezas. Algumas pessoas inseguras que se autodenominam de “covardes” estarão com a autoestima muito rebaixada.

A insegurança pode permear e agir como base para a depressão e para a ansiedade , ansiedade ligada à preocupação sobre o que os outros pensam sobre o indivíduo. Será que o indivíduo nasce inseguro? Sabe-se que o ser humano nasce indefeso e dependente. O bebê precisa de que lhe deem comida, que lhe deem banho, precisa dos outros para ficar aquecido, e principalmente para ter afeto. Mas, a partir de uma certa idade começa a surgir a independência. Independência é a percepção de que pode fazer as coisas por si mesmo, mas para algumas pessoas esse processo não acontece facilmente. Esse processo de ter iniciativa, perceber sua capacidade de realizar coisas, a independência de desempenho, ocorre com muita dificuldade para algumas pessoas.

O inseguro pode não se ver capaz de “fazer acontecer”, se sente refém dos outros e do destino. Pode creditar que só conseguirá uma promoção se o chefe assim o quiser, só fará um curso se alguém convidar, só conversará com alguém  

se o outro puxar conversa. O inseguro pode se sentir inferior. A evitação reforça o sentimento de inferioridade, pois quando não se enfrenta uma situação difícil, não se dá a oportunidade de vencê-la, é evidente que cada derrota aumenta a insegurança e o sentimento de inferioridade. Quando há falsa crença de incapacidade a pessoa pode se ver com menos valor que o outro. A desesperança é a sensação de que não há o que fazer ou não ter forças para mudar seu próprio destino. A culpa costuma acompanhar a desesperança, pois faz com que a pessoa acredite que seja um fracasso por não ter conseguido fazer muito em prol de si mesmo.

É possível que a insegurança afete o desempenho financeiro pois a desmotivação pode impedir a procura de novas possibilidades quando necessário. A insegurança pode impedir, por exemplo, que esta pessoa faça seu chefe ver seu potencial. Pode provocar autoboicote em situações muito importantes, como, por exemplo, em entrevista de emprego, onde é possível travar e não mostrar o melhor de si. A insegurança pode fazer da pessoa um “desistente”, tentar uma vez, não dar certo, e abandonar o propósito. Existe também a expectativa negativa quanto a comportamentos futuros, ou seja, não conseguir imaginar um amanhã diferente do que está vivendo hoje, o que provoca uma percepção distorcida de futuro. Esta distorção pode ser iniciada devido a forma como a pessoa explica os acontecimentos atuais. Neste caso a pessoa considera os acontecimentos positivos como “sorte”, mas os acontecimentos negativos são vistos como responsabilidade própria, ou seja, considera-se incapaz de realizar coisas boas.

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