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Gestão das suas Emoções (como ser protagonista da sua própria história)

  • 13 de Fev de 2020
  • Sheila Almeida
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O conceito de Gestão Emocional mostra a habilidade das pessoas que são donas de suas emoções e não escravas, ou seja, não vivem condicionadas por seus impulsos de cada momento, mas que através do seu próprio conhecimento podem se compreender melhor.

Existem diversos tipos de inteligência. A inteligência emocional mostra a habilidade de uma pessoa para conhecer-se a si mesma, controlar seu estado de espírito, saber administrar bem suas emoções para poder viver com mais serenidade. Este autoconhecimento serve também de base para potencializar as relações pessoais positivas.

A gestão emocional não é inata, mas pode ser aprendida ao longo da vida. Trata-se de uma aprendizagem que inclui habilidades tão importantes como compreender, controlar e modificar sentimentos ou emoções próprias, mas também nos permite compreender melhor como se sente a outra pessoa.

A gestão emocional nos ajuda a entender que não somos agentes passivos diante de nossos próprios estados emocionais, mas que sempre temos a atitude de fazer algo a respeito, de acordo com os próprios sentimentos.

As emoções têm um papel fundamental na vida pessoal. Daí que é tão importante valorizar o fator emocional e não apenas o racional para poder harmonizar ambos os planos na busca pelo equilíbrio de uma vida feliz. A gestão emocional é necessária em várias áreas da vida: na vida pessoal, no contexto profissional, nas relações pessoais (entre casais, amigos, familiares), nos relacionamentos afetivos e na relação consigo mesmo.

Não se trata de considerar o pensamento racional como um fator secundário, mas colocar na balança o equilíbrio necessário porque durante grande parte da história foi enaltecido o valor da razão em detrimento dos sentimentos humanos.

Algumas teorias apontam que para sermos adultos saudáveis, todos nós, sem caráter de exceção, precisamos de alguns itens básicos – cinco necessidades emocionais são necessárias para que a saúde psíquica se desenvolva no seu maior potencial. Quais são essas necessidades emocionais que tanto falamos? Na sequência, uma breve descrição de cada uma delas, segundo o autor Jeffrey Young, psicólogo suíço:

Aceitação e conexão
É necessário sentir que somos aceitos e importantes, que nossos cuidadores nos acolham afetivamente, atendam nossas solicitações de ajuda, que nos protejam quando estivermos sentindo vulneráveis e nos confortem quando estivermos assustados. Cada um precisa de frequências, intensidades e afetos diferentes. É preciso saber identificar e prover de maneira adequada, aquilo que é solicitado.

Autonomia e Competência
Para ir em busca de conquistas e sonhos, é necessário conhecer nossas habilidades e competências. Para isso, é fundamental que nos mostrem o caminho, nos ensinem e motivem a arriscar. Se houver o auxílio e suporte apropriado, mais facilmente buscaremos pela independência e pela realização pessoal.

Limites realistas
A frustração precisará estar presente em nossas vidas e é inegável a importância de aprendermos os limites, as regras, as combinações. No entanto, precisamos atentar para que  a flexibilidade ou a rigidez em demasia, não venham a soar como passividade, nem hostilidade.

Espontaneidade e lazer
Todos nós sabemos que existem exigências, compromissos, condutas éticas e ideais a serem respeitados. Contudo, os momentos de lazer e divertimento, o cuidado com a saúde e com os relacionamentos interpessoais, os momentos de felicidade e auto- expressão, deveriam ser primordialmente lembrados e investidos.

Liberdade de expressão e emoções válidas
Temos o direito de nos posicionarmos, de opinarmos, de pedir pelo que necessitamos emocionalmente e sermos atendidos. Nada de ficar consentindo e instruindo para ficarmos quietinhos porque não fica adequado, ou porque alguém reprovará. A saúde e bem-estar emocional são intrinsecamente  mais importantes que status e aceitação social.

Enquanto somos crianças, vamos construir uma base para cada uma dessas demandas e nossos pais e/ou cuidadores, serão os nossos principais provedores. Ao longo da vida iremos nos relacionar com várias pessoas que poderão nos ofertar aquilo que precisamos. Entretanto, apenas as construções de vínculos saudáveis possibilitarão satisfazer nossas necessidades emocionais.

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