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Medo, ansiedade e pânico

  • 21 de Jul de 2014
  • Sheila Almeida
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Ter medo e ansiedade diante de coisas que assustam, dentro de certos limites, é normal. Trata-se de uma resposta do organismo diante de uma ameaça objetiva à própria existência. Sabemos o que nos ameaça e reagimos. Medo e ansiedade são, portanto sentimentos comuns, normais, que servem para nos proteger. Ambos são muito parecidos. O medo geralmente se refere a um objeto ou a uma situação muito definida. Temos medo do perigo imediato.

Já a ansiedade se caracteriza por uma sensação desagradável de tensão e apreensão. Fazendo antecipar um perigo futuro, que pode ou não acontecer. No entanto, ambos são sentimentos úteis. O medo protege do perigo e salvaguarda nossa integridade física. Já a ansiedade, enquanto resposta emocional a uma situação, também pode nos estimular na realização de uma tarefa, tornando-nos atentos, melhores.

Quando, porém, a ansiedade vem sem causa aparente ou em intensidade exagerada torna-se prejudicial, Aí é hora de buscar socorro médico. Primeiro, porque os sintomas são desagradáveis. Em seguida, porque nossa capacidade intelectual é atingida. Realmente, a ansiedade diminui a capacidade de pensar com clareza, de julgar apropriadamente, de aprender com eficiência ou de recordar coisas com precisão.

Finalmente, ela altera uma série de funções vegetativas do organismo (que ocorrem de modo independente suores da vontade). Passamos a apresentar suores internos, tremores, tonturas, tremedeiras, sudoreses, aumento no número de micções, dificuldade para dormir e uma terrível e persistente sensação de cansaço.

Mas, afinal, por que temos ansiedade em excesso? Provavelmente, esse sentimento é uma manifestação de conflitos não resolvidos. Ou porque conhecemos o problema e não temos segurança ou clareza para resolvê-lo ou porque trazemos, inconscientemente, problemas não resolvidos de infância em relação a emoções como hostilidade, insegurança etc. Assim, a autoansiedade se alimenta, porque à medida que a sentimos em função de um sintoma tornamo-nos mais ansiosos. Tradicionalmente, combate-se a ansiedade afastando a pessoa da situação de conflito e dando-lhe – por meio de psicoterapia – munição para lidar com seus conflitos.

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